quinta-feira, novembro 30, 2006

A carreira de Don Omar: do Caribe para o sucesso


Há quatro anos William Omar Landrón era um típico jovem porto-riquenho, que vivia o sonho de fazer a vida nos Estados Unidos, ganhar dinheiro e ser feliz. Hoje, William Omar Landrón é Don Omar, um dos músicos mais famosos do cenário reggaeton, um ritmo que mistura o mambo e a salsa com o reggae, do mundo. O ritmo, que dificilmente consegue deixar alguém parado, é muito popular entre os países do Caribe e na comunidade latina nos Estados Unidos.

A cada CD lançado – Don Omar já tem quatro –, a popularidade do ídolo cresce, com aparições constantes na MTV, shows para mais de 50 mil pessoas e prêmios internacionais. Seu primeiro CD, The Last Don, lançado em 2003, por exemplo, vendeu mais de 350 mil cópias apenas na América do Sul, público que, até então, desconhecia o reggaeton. Na Europa, Don Omar se apresentou nas Ilhas Canárias por três vezes, todos com os 31 mil ingressos vendidos.

Hoje Don Omar divide os palcos das principais cidades da Europa, Estados Unidos, América do Sul e América Central com outros expoentes do ritmo, como Héctor Delgado, da dupla Héctor e Tito – que, curiosamente, foi o berço de Omar, quando, em 2002, foi convidado a ser backing-vocal da dupla –, além de rappers e artistas locais.

Em maio desde ano Omar lançou seu quarto álbum, King of Kings, que já alcançou o número um nas paradas da Rádio Billboard Latina, a mais importante rádio americana para música latina. Com o novo trabalho, ele também quebrou o record de vendas de Britney Spears, na maior loja de CDs do planeta, a Virgin Disneyworld, na Flórida (EUA).

No Brasil, Omar atrai alguns poucos fans, que acompanham o músico pelo
site oficial e por comunidades no Orkut.

Vida social

Apesar do sucesso, Don Omar não se esquece da infância e do seu país. Ele fundou, em 2004, o Treasure Kids Fund, fundo de caridade para crianças altistas, que destina tênis e vestimentas para as crianças com a doença em Porto Rico.

O reconhecimento veio no início de 2006, quando o presidente de Porto Rico, Aníbal Acevedo Vilá, convidou Don Omar para participar de um programa federal contra a evasão escolar. Contudo, o secretário da educação do país rejeitou a participação de Omar, pois ele não finalizou o ensino médio – vale lembrar que naquele país grande parte das crianças não terminou os estudos básicos.

Outra controvérsia de Omar é sua “guerra” com Daddy Yankee, conhecido no Brasil pela música “Gasolina”. Por diversos motivos, ambos trocam acusações públicas. Por meio do que? De suas próprias músicas...

Velvet underground, de volta a estréia



A revista “uncut” elegeu o primeiro trabalho do Velvet Underground como o melhor álbum de estréia de todos os tempos. O disco que foi lançado em 1967 ("The Velvet Underground & Nico")liderou o ranking,na publicação da “uncut”.

A banda Nova Yorquina deixou grandes nomes da musica pra traz como Television e Jimi Hendrix. Arcade Fire aparece em 100º lugar, Franz Ferdinand, na 90º posição, e Libertines na 78º posição.

Vale destacar o mais novo integrante do ranking, “Artic Monkeys”, Que integra a 36º posição. O ranking completo foi publicado na última edição da revista.


quarta-feira, novembro 29, 2006

Bienal de arte, ciência e cultura discute diversidade da cultura paulista



A 3ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE) estima que cerca de mil estudantes universitários irão a Campos do Jordão, entre os dias 07 e 10 de dezembro para discussões e atividades culturais buscando entender e dialogar sobre as influências que fizeram e fazem a cultura paulista tão diversificada.
"São Paulo: Fluxos. Idas e vindas de muitas caras" é o tema da Bienal deste ano, que tem como proposta provocar uma discussão sobre a influência das migrações e imigrações na produção artística e cultural paulista, sabendo que foram inúmeros imigrantes que vieram e se firmaram no estado entre eles italianos, portugueses, espanhóis, japoneses, nordestinos, nortistas, sulistas, que buscam uma oportunidade de melhorar de vida.
O evento reunirá trabalhos nas áreas de música, literatura, ciência e tecnologia, artes visuais, artes cênicas e cinema, com inscrições abertas até o dia 01 de dezembro. Todos os trabalhados selecionados estarão automaticamente inscritos para a 5ª Bienal da UNE, que acontece no dia 27/01 a 01/02/2007, no Rio de Janeiro com o tema “Brasil-África: um Rio chamado Atlântico”.

Serviço:
Inscrições:
www.bienaldaueesp.blogspot.com
Telefone: (11) 5575-0828
E-mail:bienaldaueesp@gmail.com


domingo, novembro 26, 2006

Bossa Nova em novas batidas

A tropicalidade do sudeste do país, ou melhor, do povo carioca, fez com que no final da década de cinqüenta, o ritmo “Bossa Nova” tivesse um certo significado. ”Bossa”, em forma de gíria, significava: jeito, maneira e modo. Isso com facilidade, simplicidade e de maneira diferente. A expressão “Bossa Nova” surgiu através de um grupo de jovens, pois a “batida” se opunha a tudo que os mesmos achavam superado. O diferencial da “Bossa” é que ela não é um gênero musical como todos “estilos” de música, e sim um tratamento que se dá a uma música em termos de batida e ritmos diferentes.

Até o surgimento da “Bossa Nova”, o estilo musical que dominava a música brasileira era o operístico. Ainda jovens músicos, mas cansados e com necessidade do novo, intérpretes e compositores buscavam realmente o novo. Algo que traduzisse seu estilo de vida e ao mesmo combinasse com seu seleto gosto musical. Trouxeram o “Modo Novo”. Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto, Carlos Lyra, Nara, Leão, Baden Powell, entre outros fizeram bastante sucesso com esse novo “ritmo”.

A batida “Bossa Nova” é marcada por ser mais rápida lembrando o Drum’n’bass, estilo de música eletrônica que possui influências do reggae e contém toques acelerados. Atualmente, os dois se unem dando ao Drum’n’bass melodia em regravações de músicas de Bossa.

Dando vez ao novo ritmo, a cantora Fernanda Porto regravou a música Só tinha de ser com você, escrita por Tom Jobim, e a cedeu para as batidas contagiantes do DJ Patife ligando os dois estilos. O público agradece por ver as canções gravadas novamente e agora embaladas eletronicamente.

A nova geração da “Beatlemania”

A mais famosa banda de rock da história não pára de pôr ovos dourados. Os quatro garotos de Liverpool chegavam para entrar na história e marcar gerações. Com músicas que excitavam os jovens, eles conseguiram extrapolar e influenciar toda uma geração no corte de cabelo até a vestimenta criando o termo “beatlemania”.

Mas, quem acha que a história foi fácil se engana. ”Houve tempo em que existiam tantos conjuntos em Liverpool, que a gente chegou ao ponto de tocar uns para os outros. Era uma comunidade, de certa forma, constituída de grupos. Isso era muito bacana.”, disse John Lennon se referindo a cena de rock da época.

É inspirada nessa comunidade de bandas de rock que não é muito difícil encontrar pelas ruas garotos vestidos de ternos, com bandas próprias e seguidores de Beatles. O jovem baterista da banda Faichecleres, Tuba, diz: “Quando conheci Beatles fiquei doente por eles e isso virou referência para mim e todos da banda”.

Assim, atualmente, bandas de rock cultuam, cada vez mais, a “Banda de todos os tempos”, com seus próprios estilos variados. Elas trazem a rebeldia da época e podem ser vistos na rua Augusta, em São Paulo, e outros lugares de rock espalhados pelo país deixando vivo o melhor do rock.

Abaixo, a semelhança entre a banda Faichecleres e os Beatles.



sábado, novembro 25, 2006

Tributo ao Garotos Podres comemora
20 anos de podridão

O tributo à clássica e polemica banda de punk rock paulista, Garotos Podres, conta com 23 bandas tocando em nome deles. Mostrando a variedade de sons em que eles influenciaram,como Tihuana e Ação direta duas bandas de características muito diferentes.


O álbum traz muitos destaques onde as bandas conseguiram reproduzir as influencias trazidas pelos Garotos através das próprias musicas deles. Dentre os destaques do álbum, temos a ótima versão de "Verme" feita pelos Zumbis Do Espaço (música e banda combinaram perfeitamente nesta faixa); a já clássica releitura de "Papai Noel Velho Batuta" feita pelo Ratos De Porão, lançada anteriormente no álbum "Feijoada Acidente?"; uma versão desgraçada e infernal de "Oi! Tudo Bem?" do Ulster; "Batman" com os roqueiros do Underboyz contando ainda com a participação especial de Beto Hora, cronista do Programa Na Geral da rádio Brasil 2000; o Ultraje A Rigor (!) tocando a clássica "Saddan Hussein Is Rock n' Roll"; os veteranos Kães Vadius que fizeram uma versão "billy" de "Meu Bem"; e o Grinders recriando o grande hit do Garotos Podres, "Anarquia Oi!".

No geral, todas as bandas se saíram muito bem tocando as canções dos Garotos Podres, e algumas delas conseguiram até dar vida nova às composições, perpetuando assim o longo e influente legado desta aclamada banda brasileira.

The Stooges presenteiam seus fãs
com novo álbum em 2007

The Stooges prepara o lançamento de um novo álbum, o primeiro desde 1973, com previsão de lançamento para março de 2007.A banda vem trabalhando no famoso estúdio de Steve Albin, famoso por ter trabalhado com bandas como Pixies, Nirvana, PJ Harvey, The Breeders e Fugazi, entre vários outros nomes.

Em entrevista Iggy (líder da banda) disse que o novo álbum seguira a linha dos Stooges de sempre, porém não será uma cópia do som que fizeram a décadas atrás. São 16 faixas, entre elas "Trollin'", "ATM", "You Can't Have Friends", "My Idea of Fun", "The Weirdness" e "Greedy Awful People".O álbum foi gravado praticamente intero ao vivo em estúdio, apenas duas musicas foram gravadas com vocais separados, que iggy diz ter estragado as musicas.

Iggy confessa que se sentiu assustado com a idéia de voltar ao estúdio com uma banda de 30 anos atrás, pois também lhe trouxe lembranças ruins. "Uma parte disso tudo é empolgante e outra é assustadora", afirma. "Mas, no final do dia, entendo esses caras. Não conheço ninguém como conheço eles." O álbum será masterizado no famoso estúdio Abbey Road, em Londres.

Zonapunk.com.br,uma saída alternativa

O site www.zonapunk.com.br é uma saída para o publico que gosta de bandas independentes e freqüentam o circuito underground. Pois o site oferece agendas de shows,informações e entrevistas sobre bandas,e sorteios de cd´s, ingressos ,kits, entre outros.

Zona Punk é administrado e Produzido por Wladimir Cruz, figurinha carimbada na cena underground. Wladimir traz no site toda sua experiência e conhecimento musical ,quanto a musica alternativa.Realizando um belo trabalho onde é possível a revelação de novas bandas ,que procuram espaços.Seu site oferece também uma loja virtual do Zona Punk,área onde se encontra o merchandising de bandas e outros produtos.

À 7 anos no ar, a Zona Punk conta com uma historia invejável, cheia de glorias e muita atitude. O site esteve presente em todos os principais eventos independentes de 7 anos pra cá e ainda revelou bandas novas.Wladimir se empenha muito em poder tornar seu site uma referencia de informações ,nessa área musical.Zona Punk 7 anos de trabalho ,força de vontade e realizações, assim se descreve a trajetória dessa idéia que passou de um simples projeto.

Placebo de volta a terra Tupiniquim

Steve Hewitt, baterista da banda inglesa Placebo, disse em entrevista à Folha de S. Paulo que o grupo deve retornar ao Brasil. "Vamos retomar em fevereiro, o que quer dizer que devemos passar pelo Brasil em março ou abril", afirma. O Placebo veio ao país em 2005, dentro da primeira edição do festival Claro Q É Rock, na ocasião promovendo o disco "Once More With Feeling", coletânea com seus maiores hits. O grupo agora está na turnê de seu novo disco, "Meds", lançado em março passado. Também foi relançado em setembro o primeiro disco da banda, "Placebo", em homenagem aos 10 anos do mesmo, onde foram incluídas cinco faixas-bônus, como versões ao vivo de "Nancy Boy" e "Bruise Pristine".

Eis que a mulher deve ser o foco no cinema

A frase acima é de efeito. E é de alguém que tem efeito - principalmente falando de cinema. Pedro Almodóvar é diretor, roteirista, compositor e ator, mas sua fama se remete à carreira de diretor de cinema.
Ele nasceu em Calzada de Calatrava, La Mancha, Espanha em 1951. Sua família emigrou para Extremadura quando ele tinha oito anos e lá ele estudou com os Salesianos e os Franciscanos. Sua má educação religiosa apenas o ensinou a perder a fé em Deus. Durante esse tempo, em Caceres, ele começou a ir ao cinema compulsivamente. Aos 16 anos mudou-se para Madri, sozinho, sem sua família e sem dinheiro, mas com um projeto bem concreto: estudar e fazer filmes. Foi impossível entrar na escola oficial de cinema, já que Franco a tinha fechado recentemente.Como ele não podia aprender na teoria, decidiu aprender na prática. Era o final dos anos sessenta, e apesar da ditadura, Madri para um adolescente provinciano era a capital da cultura e da liberdade.
Almodóvar fez diversos quebra-galhos, mas não pôde comprar sua primeira Super-8 até conseguir um emprego "sério" na Companhia Telefônica Nacional . Lá trabalhou por doze anos como assitente admnistrativo. De fato foi durante esses anos que ele teve sua verdadeira educação. Durante as tardes e noites, ele escreveu, amou, se juntou ao grupo de teatro independente "Los Gollardos", e fez filmes. Escrevia para várias revistas alternativas e seu primeiro filme estreou com nascimento da democracia na Espanha, já em
Em 1980, foi lançado o seu primeiro longa, Pepi, Luci, Bom y Otras Chicas del Montón (1980). Desde então, filmar se tornou sua segunda paixão. Ele escreve todos os roteiros que dirige. E vive, o suficiente pelo menos, para ser capaz de inventar histórias que são vivas. Seus filmes são exibidos em todo o mundo e, em 2002, Ganhou o Oscar de melhor roteiro original, por "Fale com Ela".
Este ano, Almodóvar reaparece nos cimenas com "Volver". Trabalho riquíssimo do diretor que, segundo ele, é espelhado em sua própria vida. O elenco conta com Penélope Cruz e Carmen Maura.

Propaganda, consumo, celebridades.
E muita arte pop

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Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, a Pop Art começou a tomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras. Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra. As influências vinham da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade.

Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo, o movimento operava com signos estéticos massificados da publicidade usando quadrinhos, ilustrações e muita criatividade. Para isso os principais materiais usados eram tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, transformando o real em hiper-real.
Mas ao mesmo tempo que produzia a crítica, a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo, nos quais se inspirava. Muitas vezes o sucesso das obras fez aumentar o consumo, como aconteceu por exemplo, com as Sopas Campbell, de Andy Warhol, um dos destaques da Pop Art. Além disso, muito do que era considerado “brega”, virou modav - o movimento proporcionou a transformação do que era considerado vulgar, em refinado, e aproximou a arte das massas, desmistificando a “arte para poucos”, já que se utilizava de objetos próprios delas.
As Estampas de Andy Warhol viraram sucesso e “Marilyn diptych” (Dípico Marlyn) é referencia quando fala-se da Pop Art. O artista, que era fã das celebridades e entendia do caráter transitório da fama, criou a obra unindo várias facetas iguais de Marlyn Monroe. Mas Warhol estava, porém, interessado em passar a idéia da devoção do público americano à celebridade, como um símbolo cultural da época, e retratar uma artista que foi destruída como pessoa pela publicidade. O estilo absolutamente neutro e documental de Warhol reproduz a impessoalidade e o isolamento que caracterizam a fama: no díptico, um mar de rostos – todos parecidos e, ainda assim, sutilmente diferenciados.
A influência deste movimento pop permanece até hoje e reúne artistas de interesse comum pelas artes gráficas, imagens comerciais, técnicas de reprodução e por símbolos que representam a cultura de massa. E o Brasil não podia ficar de fora - a arte encontrou seu maior expoente em Romero Britto, artista caracterizado por imagens alegres e coloridas e, diferentemente de Warhol, suas obras tendenciam ao entretenimento.
Para conferir um pouco sobre a obra de Britto, e a influência da Pop Art, vale a pena visitar a Galeria Romero Britto que fica na Rua Oscar Freire, 562, São Paulo.


terça-feira, novembro 21, 2006

Musicalidade, experiência e inovação

Dia da Consciência Negra. Ontem, decretado feriado em São Paulo, cidades como São Caetano do Sul foram adeptas à data. Mas o importante é lembrar o enfoque esperado: reflexão sobre a inserção dos negros na sociedade brasileira. Tratando-se de cultura, é imprescindível não relatar importantes movimentos musicais em que eles estejam presentes. Estão, não só construindo as trilhas sonoras da sociedade contemporânea, como encabeçando ritmos, estilos e movimentos atuais. Exemplos? Segue abaixo alguns ícones afros-descendentes merecedores de holofotes.

Jimi Hendrix faria 64 anos semana que vem, no dia 27, se ainda pudesse cantar ao vivo deixando platéias e platéias de boca aberta com toda a sua performance. Hendrix se tornou famoso, também, por tocar guitarra de formas inusitadas – até com a boca (!). Ele não era um guitarrista muito técnico ou veloz, mas inventou um novo jeito de tocar, abusava da alavanca, das microfonias, criou pedais de distorção, o famoso “wha-wha”, era canhoto e tocava com as cordas invertidas, além de pôr fogo na guitarra no fim das apresentações.
Foi cantor, compositor e produtor e é amplamente considerado o mais importante guitarrista da história do rock. Se inspirou nas inovações de músicos do blues tais como B. B. King, Albert King e T-Bone Walker, assim como nos guitarristas de R&B (rhythm and blues) tais como Curtis Mayfield. Hendrix morreu em 1970, vítima de drogas como outros ícones do movimento hippie, mas continua influenciando gerações, tendo deixado pra sempre sua marca nas páginas da história musical. Assim como ele é importante citar outros ícones, não menos importantes e muito influenciadores até hoje, como Bob Marley, Ray Charles, Steve Wonder, Chuck D e por aí vai...

Falando de Brasil, os destaques ficam para Gilberto Gil, Jair Rodrigues, Sabotagem, Rapin Hood, Seu Jorge, Bezerra da Silva, entre muitos outros. Gilberto Gil, além de cantor e atual ministro da Cultura, fez parte do tropicalismo - movimento cultural
que tinha objetivos sociais e políticos, mas principalmente comportamentais que encontraram eco em boa parte da sociedade. Gil já compôs obras para diversos cantores incluindo Maria Bethânea, Daniela Mercury, Carla Visi e Ivete Sangalo e recebeu o Grammy Latino, prêmio de Personalidade do Ano, em 2003. Sua carreira inclui um trabalho com Jimmy Cliff com quem fez, em 1980, uma excursão e uma versão em português de "No Woman, No Cry" (em português, "Não chores mais") sucesso de Bob Marley & The Wailers que foi sucesso e trouxe o reggae para o Brasil.
Vale lembrar que nesta semana a a Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo preparou uma programação especial. As atividades, que acontecem entre os dias 18 e 30 deste mês, incluem música, dança, palestras e encontros com contadores de histórias.
Mais informações: Secretaria da Cultura de São Paulo


terça-feira, novembro 07, 2006

Biografia de um autor imortalizado

Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas. Viveu sua infância entre Alagoas e Pernambuco, sob o regime das secas e das surras dadas por seu pai, o que o fez acreditar, desde cedo, a idéia de que todos os pais eram violentos com seus filhos. Em seu livro autobiográfico "Infância", assim se referia a seus pais: "Um homem sério, de testa larga (...), dentes fortes, queixo rijo, fala tremenda; uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza (...), olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura". Em 1904, retornam ao Estado de Alagoas, indo morara em Viçosa. Lá, Graciliano cria um jornalzinho dedicado às crianças, o "Dilúculo". Posteriormente, redige o jornal "Echo Viçosense", que tinha entre seus redatores seu mentor intelectual, Mário Venâncio.Com o suicídio de Mário Venâncio, em fevereiro de 1906, o "Echo" deixa de circular. Graciliano publica na revista carioca "O Malho" sonetos sob o pseudônimo de Feliciano de Olivença.Em 1909, passa a colaborar com o "Jornal de Alagoas", publicando o soneto "Céptico" sob o pseudônimo de Almeida Cunha. Até 1913, nesse jornal, usa outros pseudônimos: S. de Almeida Cunha, Soares de Almeida Cunha e Lambda, este usado em trabalhos de prosa. Até 1915 colabora com "O Malho", usando alguns dos pseudônimos citados e o de Soeiro Lobato.Em 1910, responde a inquérito literário movido pelo Jornal de Alagoas, de Maceió. Em outubro, muda-se para Palmeira dos Índios, onde passa a residir.Em 1914, embarca para o Rio de Janeiro (RJ) no vapor Itassuoê. Nesse ano e parte do ano seguinte, trabalha como revisor de provas tipográficas nos jornais cariocas "Correio da Manhã", "A Tarde" e "O Século". Colaborando com o "Jornal de Alagoas" e com o fluminense "Paraíba do Sul", sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). Volta a Palmeira dos Índios, em meados de 1915, onde trabalha como jornalista e comerciante.Em 1927, é eleito prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, cargo no qual é empossado em 1928. Ao escrever o seu primeiro relatório ao governador Álvaro Paes, “um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928”. Em 1932 renuncia ao cargo de prefeito e se muda para a cidade de Maceió, onde é nomeado diretor da Imprensa Oficial.Demite-se do cargo de diretor da Imprensa Oficial e volta a Palmeira dos Índios, onde funda urna escola no interior da sacristia da igreja Matriz e inicia os primeiros capítulos do romance São Bernardo. O ano de 1933 marca o lançamento de seu primeiro livro, "Caetés", que já trazia consigo o pessimismo que marcou sua obra. Esse romance Graciliano vinha escrevendo desde 1925. No ano seguinte, publica "São Bernardo". Em março de 1936 é acusado de ter conspirado no malsucedido movimento comunista de 1935, é demitido, preso em Maceió e enviado a Recife, onde é embarcado com destino ao Rio de Janeiro no navio "Manaus". junto com outros 115 presos. O país estava sob a ditadura de Vargas e do poderoso coronel Filinto Müller. Seu livro "Angústia" é lançado no mês de agosto daquele ano. Esse romance é agraciado, nesse mesmo ano, com o prêmio "Lima Barreto", concedido pela "Revista Acadêmica".Em 1938, publica seu famoso romance "Vidas secas". No ano seguinte é nomeado Inspetor Federal do Ensino Secundário no Rio de Janeiro.Em 1940, freqüenta assiduamente a sede da revista "Diretrizes". Juntamente com Álvaro Moreira, Joel Silveira, José Lins do Rego e outros "conhecidos comunistas e elementos de esquerda".Em 1942, recebe o prêmio "Felipe de Oliveira" pelo conjunto de sua obra, por ocasião do jantar comemorativo a seus 50 anos. O romance "Brandão entre o mar e o amor", escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz é publicado pela Livraria Martins, S. Paulo. Lança, em 1944, o livro de literatura infantil "Histórias de Alexandre". Seu livro "Angústia" é publicado no Uruguai.Filia-se ao Partido Comunista, em 1945, ano em que são lançados "Dois dedos" e o livro de memórias "Infância". Em 1946, publica "Histórias incompletas", que reúne os contos de "Dois dedos", o conto inédito "Luciana", três capítulos de "Vidas secas" e quatro capítulos de "Infância". Em 1951, elege-se presidente da Associação Brasileira de Escritores, tendo sido reeleito em 1962. O livro "Sete histórias verdadeiras", extraídas do livro "Histórias de Alexandre", é publicado.Em junho de 1952, já doente, decide ir a Buenos Aires, Argentina, onde se submete a tratamento de pulmão, em setembro daquele ano. É operado, mas os médicos não lhe dão muito tempo de vida. A passagem de seus sessenta anos é lembrada em sessão solene no salão nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em sessão presidida por Peregrino Júnior, da Academia Brasileira de Letras. Sobre sua obra e sua personalidade falaram Jorge Amado, Peregrino Júnior, Miécio Tati, Heraldo Bruno, José Lins do Rego e outros. No janeiro ano seguinte, 1953, é internado na Casa de Saúde e Maternidade S. Vitor, onde vem a falecer, vitimado pelo câncer, no dia 20 de março. É publicado o livro "Memórias do cárcere", que Graciliano não chegou a concluir, tendo ficado sem o capítulo final.Postumamente, são publicados os seguintes livros: "Viagem", 1954, "Linhas tortas", "Viventes das Alagoas" e "Alexandre e outros heróis", em 1962, e "Cartas", 1980, uma reunião de sua correspondência.Em 1963, o 10º aniversário da morte de Mestre Graça, como era chamado pelos amigos, é lembrado com as exposições "Retrospectiva das Obras de Graciliano Ramos", em Curitiba (PR), e "Exposição Graciliano Ramos", realizada pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.


domingo, novembro 05, 2006

Dia Nacional da Cultura: 5 de novembro



Em homenagem ao nascimento do grande mestre Rui Barbosa, hoje é comemorado o dia nacional da cultura. A data comemorativa foi instituída em 1970.

Rui Barbosa nasceu em 5 de novembro de 1849, na rua dos Capitães, hoje rua Ruy Barbosa em Salvador na Bahia.
Um dos mais importantes personagens da História do Brasil era um profissional nos campos do direito, como advogado e jurista, do jornalismo, da diplomacia e da política.
Foi deputado, ministro, senador e candidato á Presidência da República, por duas vezes, nas eleições de 1910, contra Hermes da Fonseca e 1919, contra Epitácio Pessoa, foi derrotado em ambas.
Seu comportamento sempre revelou princípios éticos e independência política.

Participou dos mais importantes acontecimentos de sua época como: Campanha Abolicionista, defesa da Federação, Fundação da República, Campanha Civilista e representou o país na Segunda Conferência Inter­nacional da Paz em Haia, defendendo a teoria brasileira de igualdade entre as nações.
Estudioso da língua portuguesa sucedeu a Machado de Assis na presidência da Academia Brasileira de Letras.

Em julho de 1922 descobriu um grave edema pulmonar com iminência de morte. Em fevereiro de 1923, sofreu uma paralisia bulbar e em 1 de março de 1923 veio a falecer em Petrópolis no Rio de Janeiro .

Fundação Casa de Rui Barbosa – Tem sede na casa onde residiu o intelectual brasileiro, entre 1895 e 1923. Localiza – se na Rua São Clemente, nº. 137 – Rio de Janeiro.